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sábado, 30 de agosto de 2025

3 santos que amavam a vida ao ar livre

Image by Daniel Esparza | Sora

Daniel R. Esparza - publicado em 29/08/25

Com o exemplo desses santos, considere sair de casa não apenas para lazer, mas para se renovar.

O clima agradável nos convida a sair — para parques ensolarados, trilhas secas nas montanhas, ventos quentes e noites tranquilas. Para aqueles que anseiam por descanso, clareza ou simplesmente um ritmo mais lento, a Igreja oferece mais do que regras e leituras: oferece inspiradores.

Estes três santos, cada um profundamente atraído para o ar livre — não para escapar, mas para encontrar — mostram-nos como o tempo ao ar livre pode se tornar tempo com Deus. Suas vidas, marcadas pela simplicidade e reverência pela criação, oferecem inspiração para moldar nosso próprio verão de maneiras pequenas, mas significativas.

São Francisco de Assis (Festa: 4 de outubro)

Francisco é frequentemente lembrado como o santo gentil que falava com os pássaros, mas seu amor pela criação não era sentimentalismo. Era teologia. Ele via cada criatura, cada árvore e pedra, como um reflexo do Criador. Seu Cântico das Criaturas louva o sol e a lua não como metáforas, mas como membros reais da família de Deus —Irmão Sol, Irmã Lua.

Ele vagou descalço pelo interior da Itália, abençoando campos, abraçando leprosos e pregando sob o céu. Francisco nos ensina a ver o mundo natural. Não como cenário, mas como texto sagrado— escrito por uma mão amorosa.

Experimente isto: Caminhe descalço na grama ou na areia. Reze o Salmo 104 lentamente. Permita-se observar a beleza sem se apressar diante dela.

São Carlos de Foucauld (Festa: 1º de dezembro)

Após anos de desilusão, Charles encontrou a fé — e então a seguiu no vasto silêncio do Saara. Ele viveu como eremita entre o povo tuaregue na Argélia, aprendendo sua língua, adotando sua cultura e preferindo a presença à pregação. O deserto, austero e impressionante, tornou-se o cenário para sua silenciosa imitação de Cristo.

A vida de Charles nos lembra que o tempo ao ar livre nem sempre significa retiro — pode significar hospitalidade radical, escuta e testemunho humilde. Ele via Deus não apenas na beleza da paisagem, mas também na dignidade de seus semelhantes.

Experimente isto: acorde cedo numa manhã e saia antes que o mundo acorde. Observe a luz mudar. Ofereça o seu dia a Deus em silêncio.

São Giles (Festa: 1º de setembro)

Pouco se sabe ao certo sobre Giles, mas ele é lembrado como um eremita do século VII que vivia nas florestas do sul da França. Ele escolheu a solidão entre animais e árvores, longe das cidades e da aclamação. Segundo a lenda, ele sobreviveu com ervas e leite de cabra, buscando não o isolamento, mas a intimidade — com Deus, com a natureza, com a tranquilidade.

Giles nos convida a redescobrir o sagrado na simplicidade. Sua vida fala aqueles que se sentem sobrecarregados, invisíveis ou superestimulados. Às vezes, a coisa mais sagrada que podemos fazer é nos afastar — não para sempre, mas apenas o tempo suficiente para ouvir.

Experimente isto: passe 10 minutos ao ar livre, sem celular. Sem música. Sem fotos. Apenas ouça. Que seja uma oração.

Esses santos não oferecem uma lista de verificação para uma vida santa. Eles oferecem uma atitude: de atenção, humildade e gratidão — não apenas em capelas, mas também em campos, desertos e à luz do amanhecer. Considere sair de casa, não apenas para lazer, mas para renovação.

Afinal, o mundo está cheio de sacramentos esperando para serem notados.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2025/08/29/3-santos-que-amavam-a-vida-ao-ar-livre/

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Pe. Manuel Pérez Candela

Pe. Manuel Pérez Candela
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição - Sobradinho/DF