Daniel
R. Esparza - publicado em 29/08/25
Com o exemplo desses santos, considere sair de casa não
apenas para lazer, mas para se renovar.
O clima agradável nos convida a sair — para parques
ensolarados, trilhas secas nas montanhas, ventos quentes e noites tranquilas.
Para aqueles que anseiam por descanso, clareza ou simplesmente um ritmo mais
lento, a Igreja oferece mais do que regras e leituras: oferece inspiradores.
Estes três santos, cada um profundamente atraído para o ar
livre — não para escapar, mas para encontrar — mostram-nos como o tempo ao ar
livre pode se tornar tempo com Deus. Suas vidas, marcadas pela simplicidade e
reverência pela criação, oferecem inspiração para moldar nosso próprio verão de
maneiras pequenas, mas significativas.
São Francisco de Assis (Festa: 4 de outubro)
Francisco é frequentemente lembrado como o santo gentil que
falava com os pássaros, mas seu amor pela criação não era
sentimentalismo. Era
teologia. Ele via cada criatura, cada árvore e pedra, como um reflexo do
Criador. Seu Cântico das Criaturas louva o sol e a lua não
como metáforas, mas como membros reais da família de Deus —Irmão Sol, Irmã
Lua.
Ele vagou descalço pelo interior da Itália, abençoando
campos, abraçando leprosos e pregando sob o céu. Francisco nos ensina a ver o
mundo natural. Não como cenário, mas como texto sagrado— escrito
por uma mão amorosa.
Experimente isto: Caminhe descalço na grama ou na areia.
Reze o Salmo 104 lentamente. Permita-se observar a beleza sem se apressar
diante dela.
São Carlos de Foucauld (Festa: 1º de dezembro)
Após anos de desilusão, Charles encontrou a fé — e então a
seguiu no vasto silêncio do Saara. Ele viveu como eremita
entre o povo tuaregue na Argélia, aprendendo sua língua, adotando sua cultura e
preferindo a presença à pregação. O deserto, austero e impressionante,
tornou-se o cenário para sua silenciosa imitação de Cristo.
A vida de Charles nos lembra que o tempo ao ar livre nem
sempre significa retiro — pode significar hospitalidade radical, escuta e
testemunho humilde. Ele via Deus não apenas na beleza da paisagem, mas também
na dignidade de seus semelhantes.
Experimente isto: acorde cedo numa manhã e saia antes que
o mundo acorde. Observe a luz mudar. Ofereça o seu dia a Deus em silêncio.
São Giles (Festa: 1º de setembro)
Pouco se sabe ao certo sobre Giles, mas ele é lembrado como
um eremita do século VII que vivia nas florestas do sul da França. Ele escolheu
a solidão entre animais e árvores, longe das cidades e da aclamação. Segundo a
lenda, ele sobreviveu com ervas e leite de cabra, buscando não o isolamento,
mas a intimidade — com Deus, com a natureza, com a tranquilidade.
Giles nos convida a redescobrir o sagrado na simplicidade.
Sua vida fala aqueles que se sentem sobrecarregados, invisíveis ou
superestimulados. Às vezes, a coisa mais sagrada que podemos fazer é nos
afastar — não para sempre, mas apenas o tempo suficiente para ouvir.
Experimente isto: passe 10 minutos ao ar livre, sem
celular. Sem música. Sem fotos. Apenas ouça. Que seja uma oração.
Esses santos não oferecem uma lista de verificação para uma
vida santa. Eles oferecem uma atitude: de atenção, humildade e gratidão — não
apenas em capelas, mas também em campos, desertos e à luz do amanhecer.
Considere sair de casa, não apenas para lazer, mas para renovação.
Afinal, o mundo está cheio de sacramentos esperando para
serem notados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário