Por Redação central*
31 de ago. de 2025
Hoje (31) é celebrada a Virgem das Lágrimas, uma devoção que
surgiu em Siracusa, Itália, onde uma imagem do Imaculado Coração de Maria
derramou lágrimas de "dor" e "esperança" pelo mundo, como
disse são João Paulo II.
O fato ocorreu em 1953, na casa do humilde do casal Angelo
Lannuso e Antonina Lucia Giusti, que tinham a imagem mariana, de gesso, que
ficava pendurada na parede sobre a cama do casal e que derramou lágrimas
durante quatro dias, entre 29 de agosto e 1º de setembro.
A imagem foi um presente de casamento e, quando chorou, a
primeira pessoa que viu foi Antonina, que estava grávida do seu primeiro filho.
Segundo Famiglia Cristiana, as autoridades
eclesiásticas foram muito cautelosas com o que aconteceu. O pároco Giuseppe
Bruno chegou à casa do casal acompanhado por vários especialistas, entre os
quais o doutor Michele Cassola, abertamente ateu.
No local, os especialistas, que mais tarde participariam da
comissão investigativa, também testemunharam as lágrimas da Virgem. Depois
disso, a imagem não derramou mais lágrimas.
O líquido recolhido foi submetido a diversas análises que
foram comparadas com lágrimas de um adulto e uma criança de dois anos e sete
meses.
Cassola, que liderava a comissão, não tinha explicação
científica para o que os estudos revelaram: efetivamente, o líquido derramado
pela imagem mariana era correspondente às lágrimas humanas. O relatório foi
divulgado em 9 de setembro de 1953.
Três meses depois, em 12 de dezembro de 1953, dia em que a
Igreja celebra Nossa Senhora de Guadalupe, os bispos da região de Sicília
declararam por unanimidade que a imagem da Mãe de Deus chorou.
Em 17 de outubro de 1954, o papa Pio XII se referiu a este
evento prodigioso e, em uma mensagem de rádio ao congresso regional mariano de
Sicília, disse: "Os homens compreenderão a linguagem misteriosas destas
lágrimas? Oh, as lágrimas de Maria? No Gólgota foram lágrimas de dor por Jesus
e tristeza pelo pecado do mundo. Ainda chora pelas novas chagas no Corpo
Místico de Jesus?".
"Ou chora por tantos filhos nos quais o erro e a culpa
extinguiram a vida da graça e ofendem gravemente a divina majestade? Ou são
lágrimas de espera pela demora da volta dos outros filhos, que um dia foram
fiéis e que agora são arrastados por falsas miragens entre as hostes dos
inimigos de Deus? ".
O grande número de fiéis que iam venerar a imagem milagrosa
fez com que construíssem um santuário em 1968, que depois foi renovado em 1994.
A consagração foi realizada naquele ano por são João Paulo II, em 6 de
novembro.
Durante a sua visita pastoral a Catania e a Siracusa, o papa
peregrino disse que as lágrimas da Virgem "testemunham a presença da Mãe
Igreja no mundo".
"São lágrimas de dor por aqueles que rechaçam o amor de
Deus, pelas famílias separadas ou que têm dificuldades, pela juventude ameaçada
pela civilização de consumo e muitas vezes desorientada, pela violência que
ainda provoca tanto derramamento de sangue, e por todas as incompreensões e
pelos ódios que abrem abismos profundos entre os homens e os povos",
acrescentou.
Em 5 de maio, 2016, o papa Francisco fez a vigília de oração
"para enxugar as lágrimas", por ocasião do Jubileu da Misericórdia,
quando o relicário da Virgem das Lágrimas foi levado ao Vaticano.
Naquela ocasião, o papa disse que “junto de cada cruz, está
sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a
sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança”.
Dois anos depois, em 25 de maio de 2018, Francisco celebrou
novamente uma liturgia na presença do relicário com as lágrimas da Virgem.
Na capela da Casa Santa Marta, onde reside, o papa disse:
“Trouxeram de Siracusa a relíquia das lágrimas de Nossa Senhora. Hoje estão
aqui, e rezemos a Nossa Senhora para que nos dê e também à humanidade
necessitada o dom das lágrimas, que nós possamos chorar: pelos nossos pecados e
por tantas calamidades que provocam sofrimento ao povo de Deus e aos filhos de
Deus”.
O Santuário Mariano de Siracusa recebe cerca de um milhão de
pessoas que peregrinam até o local todos os anos.
*A Agência Católica de Informação - ACI
Digital, faz parte das agências de notícias do Grupo ACI, um dos maiores
geradores de conteúdo noticioso católico em cinco idiomas e que, desde junho de
2014, pertence à família EWTN Global Catholic Network, a maior rede de
televisão católica do mundo, fundada em 1981 por Madre Angélica em Irondale,
Alabama (EUA), e que atinge mais de 85 milhões de lares em 110 países
e 16 territórios.
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