João é o único santo que possui durante o ano litúrgico
datas dedicadas ao seu nascimento e à memória de sua morte.
Escrito por Redação A12
29 AGO. 2022 (Atualizada em 28 AGO. 2024)
“Em verdade eu vos digo,
dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o
Batista…De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se
quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar” (Mt 11,11-14)
A Igreja celebra hoje o martírio de São João Batista,
único santo que possui durante o ano litúrgico datas dedicadas ao seu nascimento,
no dia 24 de junho, e à memória de sua morte, 29 de agosto.
João é primo de Jesus, filho de Zacarias e Isabel.
De acordo com o Evangelho, no episódio da visitação
de Maria à sua prima Isabel, o nascimento de João ocorreu cerca de
seis meses antes do Menino Jesus. Já a sua morte, entre anos 31 e 32 d.C.
É conhecido por ser o percussor, pois foi ele
quem batizou com água e pregava o batismo de arrependimento em
preparação à vinda do Messias, que batizaria com o Espírito Santo.
No entanto, até mesmo o próprio Jesus se apresentou
no rio Jordão para ser batizado por João, que a princípio recusou, mas
depois obedeceu. Considerado o último grande profeta do Antigo
Testamento, pode-se dizer que foi o primeiro apóstolo de Jesus e
aquele que viveu o Seu seguimento até a morte, quando sofreu o
martírio.
Martírio do profeta
João Batista não media as palavras nos momentos nos
quais precisava mostrar aos fariseus o quanto eram hipócritas. Além
disso, sofreu a rejeição de muitos sacerdotes de sua época por pregar o
batismo de arrependimento dos pecados, o que tornava vão os sacrifícios que
eram realizados nos templos.
O acontecimento que marca o seu martírio se inicia
com a crítica feita sobre a conduta do rei de Israel, Herodes Antipas,
filho de Herodes (autor do massacre dos inocentes) e o seu “casamento
ilegal” com Herodíades. Por esse motivo, Herodes mandou
prender João, contudo, tinha medo do que a sua morte poderia causar.
Na sequência, durante a festa de aniversário da filha de
Herodíades, chamada Salomé, a jovem dançou em honra ao rei. Após ficar
fascinado por ela, concedeu como presente a realização de qualquer
desejo. Ao que Salomé, depois de conversar com sua mãe, pede a cabeça de João
Batista. Com isso, João morre como mártir por defender a verdade.
“Imediatamente o rei mandou
que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, foi à
prisão e cortou a cabeça de João. Depois levou a cabeça num prato, deu à moça,
e esta a entregou à sua mãe. Ao saber disso, os discípulos de João
foram, levaram o cadáver e o sepultaram” (Mc 6,27-29).
A obediência e o abandono de São João Batista servem para
nós cristãos nestes tempos como um grande sinal. Ficam as reflexões: o
quanto estamos dispostos a viver os valores do Evangelho em
uma total atenção aos ensinamentos de Cristo? Quantos de nós estamos
disponíveis a assumir os riscos para isso ou mesmo perder prestígios,
fama, bens, posições, influência para defender e anunciar a verdade? Estamos
dispostos a dedicar nossa vida nos abandonando à graça de Deus e
a sua vontade?
São algumas questões que a vida e o martírio de João levam a
fazer.
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